sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Degustação Sensorial - 14 de setembro - SBAV Rio

Tive este insight quando eu estava em uma degustação e falei "este vinho tem cheiro de armário de vó", eu queria dizer '"alfazema". Muitas vezes não temos nome para o aroma, ou mesmo não somos bons com palavras para traduzir a emoção que esta bebida nos proporciona.
A proposta é fazer uma prova com associações livres onde o conhecimento será construído dentro do grupo. Utilizarei recursos não tradicionais: lápis de cor, caixa de fósforo para sons, e materiais como retalhos de pano, esferas de diversos tamanhos, para simbolizar volume, corpo e fundo de boca.
Em breve informarei a lista dos varietais e das importadoras que estão apoiando a idéia. É claro que é às cegas!
Bjs e bom fim de semana.

domingo, 7 de agosto de 2011

Espumante Sword

Se eu fosse fabricante de vinhos eu lançaria um vinho espumante branco chamado Sword of Manju. Ele seria elaborado ao método tradicional, 100% Chardonnay. A idéia é fazer o melhor vinho espumante possível, a preço entre 50 e 60 dólares a garrafa ao consumidor final. O rótulo teria o lindo Buda Manjushiri, jovem aos 16 anos, com sua espada.
Explico-me. O significado desta espada na mão do Buda é romper o que é dual, é distinguir o que é meramente temporal do que é eterno, o que perdura e o que realmente fica.


Os grandes espumantes têm este mistério. Se bem conservados, apesar de envelhecerem, são quase eternos. Há pouco tempo foram leiloadas aquelas caixas de espumantes encontradas em um naufrágio. Estavam em perfeito estado após dois séculos no fundo do mar!
Neste sentido o espumante é o vinho que mais se aproxima deste momento de eternidade simbolizado pela espada de Manjushiri. Por ter prazo indefinido de validade e por também,quando bem feito, poder gerar um deslumbramento, uma sensação de sublime, sendo neste sentido uma máscara do inominável.
Ao bebermos um estupendo espumante estamos momentaneamente vivenciando o "Ah!" da eternidade.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Noite feliz na degustação Ventisqueiro

Felipe Tosso e a importadora Cantu me proporcionou uma noite feliz ontem no 66 Bistrô. Os vinhos, o jantar e a companhia estavam maravilhosos.

Meu novo amor Herús, Pinot Noir. 
Pense naqueles comerciais de perfume onde a mulher sai correndo por um campo de flores na primavera e depois coloque ela correndo em um pomar de cerejeiras maduras. É mais ou menos isso. Prove. Tem um conjunto de aromas sensacionais. Dá até achar que podemos ser felizes.

Vértice que é um grande vinho e tem a característica dos chicletes modernos. Ele muda muito o aroma depois de algum tempo. Sabe o chiclete que de menta vira pimenta? Este de Carmeneré vira Shyrah. Muito interessante.Como diria Affonso, vinhaço.

Pangea 100% Shyrah que é um colosso e aí nem tem muito o que comentar.Leia na coluna do Affonso depois todos os detalhes ou entre no site da Ventisqueiro.

O jantar foi um caso à parte, de entrada mariscos de Santa Catarina que chegam no mesmo dia, mariscos passageiros de avião. Depois massa com azeite trufado e eu, cara de pau que sou, pedi mais azeite. Em seguida risoto de Brie, Rúcula e Agrião, eu acho. E tcharammmmmmmmm Cordeiro. Um pedaço do céu. Comentei na mesa Cordeiro de Deus rs. 
Para fechar já que "quase" não comemos, Creme-Brulee que ninguém é de ferro.

A Cantu arrasou no evento e certamente tem fotos muito mais divertidas que as minhas para mostrar. Seguem as fotos, eu com Alex o escanção e depois com o Chef.



Pinot Apaixonada

Pinot apaixonada
este amor é tão grande
Pinot apaixonada
Só penso em você
A todo instante...

Prove o Pinot Noir Herú Ventisqueiro e entenda.
Ele é importado pela Cantu. 




segunda-feira, 18 de julho de 2011

Semelhanças entre as mulheres e o vinho

A primeira semelhança entre as mulheres e o vinho é a que coloquei no perfil do querido Orestes: não precisa entender,basta gostar.
Creio que as mulheres jovens são como os vinhos jovens: frescos, frutados, leves, aromáticos, mais baratos e fáceis de beber. Quanto mais estrutura tiver o vinho maior é a chance dele envelhecer e ir melhorando com o passar do tempo. Se forem tomados os devidos cuidados, é claro.
As melhores mulheres são dos homens mais poderosos, assim como os vinhos. O poder, entretando, não provém paladar à altura de um grande vinho. Para tal é preciso talento e dedicação. As mulheres balzaquianas, são mais como espumantes. No início dos 30 anos, um charmat e se Deus quiser depois um champenoise. Entre os 30 e os 40 creio que elas atingem um ponto onde a força da juventude alcança a complexidade da idade adulta, momento eterno que só os espumantes possuem. Affonso fala que sou um blanc de noirs, mas ele é meu marido...
Após a fase bubbling, vamos aos grandes cortes, o bordalês e assemblages inusitados. Quando a mulher torna-se mãe é inevitável que alguma complexidade seja adicionada, são os aromas terceários. Para saber se a mulher que lhe acompanha é realmente um grande vinho, há que se esperar, muito, talvez quinze anos, vinte anos. Espero que seu coração tenha a adega apropriada para guardar esta iguaria. 
Bjs e boa semana!

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